Gabriela Vieira:

Natural do Rio de Janeiro, mais precisamente Araras, um vale na serra de Petrópolis. Geminiana. Botafoguense com muito orgulho, lançada no mundo com 17 anos, quando comecei minha carreira como modelo. Desde então cigana, curiosa por natureza, apaixonada por viagens, culturas diversas, línguas, culinária e até um pouco de moda...

Morei 5 anos em Milão, 2 em Paris e nos ultimos quase 6 anos, em Nova York. Atualmente de volta a minha origem e cidade do coração, Rio de Janeiro (mas sabe se lá até quando...)

 

  • Gabriela Vieira

3 dias em Bangkok


Após dias de paz em Chiang Mai, era hora de experimentar o significado da palavra caótico na capital do país.

Bangkok é barulhenta, úmida, efervescente...e única!!


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Nos hospedamos por três noites em Sukhumvit, a área mais cosmopolita, onde moram muitos estrangeiros e onde estão a maioria dos hotéis, inclusive os mais famosos e luxuosos, conhecidos por seus rooftops com happy hours e noites animadas.

Na terceira e ultima noite ficamos no centro, há 5 minutos a pé da famosa Kao San Road, uma area mais jovem/mochileira, a uma caminhada do palácio e dos principais templos, um pouco menos segura, bem barulhenta e suja também.

Duas propostas diferentes, valeu a pena experimentar as duas, mas confesso que preferi a paz velada de Sukhumvit.

Na verdade, o bom mesmo de sukhumvit é estar na linha do BTS (metrô/monorail), o que facilita o acesso a muitas áreas da cidade, evitando o transito e a negociação intensa com os motoristas de tuk-tuk.

De lá, pra chegar aos principais templos, fomos a estação Saphan Taksin, onde pegamos o barco Chao Phraya Express, que faz o percurso pelo rio parando nos principais pontos turísticos.


Quem tem boca vai a Tailândia: "Você tem boca, você pode ler, você pode perguntar. Obrigado!"



Na parada do Palácio, pegamos outro barco só para atravessar o rio, alcançando um dos templos mais fotogênicos de Bangkok que fica as suas margens.

Wat Arun:

Batizado de templo do alvorecer, o Wat Arun possui uma arquitetura bem diferenciada dos demais, e, estilo Kmer com uma torre principal de 79 metros.


wat pho


wat pho temple

wat pho temple


Parece um mosaico gigante, decorado milimetricamente com pedaços de vidro colorido e porcelana chinesa em cada pedacinho.

É possível subir os super-íngrime-e-curtos degraus até uma certa parte.


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Observe também as enorme estátuas de guerreiros chineses na entrada.



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entao resolvi fazer um blog

Apesar do nome, também deve ser comtemplado ao entardecer. Observar o sol se pondo e sua iluminação noturna de um dos bares/restaurantes do outro lado do rio é imperdível!!.

Wat Pho:

Também conhecido como templo do Buda Reclinado é o complexo com a maior coleção de imagens de Buda. Pegamos um dos guias credenciados na entrada do complexo pra entender um pouco mais sobre o mesmo e a cultura tailandesa.


wat pho bangkok

O lindo pátio onde estão localizadas 394 imagens de Buda sentado.


wat pho bangkok

Existem 91 pequenas chedis (torres) como esta no terreno do complexo, cada uma delas carrega as cinzas de uma familia importante, as maiores, de reis.


wat pho bangkok

O grandioso Buda dourado de 46 metros de comprimento.





O grandioso pé da estatua, contendo manuscritos, infelizmente estava em projeto de conservação.

Logo ao lado estão dispostos 108 potes de ferro onde devem ser despejadas moedas em ordem para adquirir boa sorte.


O templo também abriga uma escola de medicina tailandesa, considerada a primeira universidade pública do país, conhecida como o berço da massagem tailandesa, a qual é ensinada e praticada num dos prédios do complexo.

Observe as paredes onde estão desenhos do corpo humano, feito por monges há muitos anos afim de passar conhecimento, e não saia de lá sem fazer uma massagem!!!

As vezes a fila é grande, mas vale a pena!



wat pho bangkok

No dia seguinte, logo cedo pegamos o BTS e fomos a casa de Jim Thompson:






Jim Thompson foi um homem de negócios/ex-arquiteto/ex-militar americano que revitalizou a industria têxtil da seda na tailândia. Viveu por 22 anos em Bangkok até desaparecer na Malasia num estranho e até hoje inexplicável mistério.

Durante esses anos ele construiu uma casa de madeira a beira de um canal, com estruturas de madeira trazidas de várias partes do país pelos rios. Também era colecionador de antiguidades e o museu/casa é repleto de peças trazidas de toda ásia.

Jim, era uma figura excêntrica, uma visita aos cômodos da casa é uma interessante volta no tempo. Observe o piso no primeiro andar, de mármore trazido da Italia, com peças pretas e brancas para serem "pisadas" no inverno e no verão, respectivamente.

O complexo conta com um lindo jardim e uma loja de artigos de seda, a casa só pode ser visitada em visitas guiadas e fotos do interior não são permitidas.

De lá pegamos o barco de transporte público (leia-se confuso mas uma grande aventura por entre os canais da verdadeira bangkok, não aquela para turistas) afim de chegar ao palácio. Descemos em Phanfa Bridge e de lá pegariamos um tuk-tuk rapido pra não andar no sol (quente!). Para nossa surpresa o motorista disse que o Palacio estava fechado pois era feriado budista! Muito desolados e já desesperançosos, estávamos quase embarcando no tuk-tuk do mesmo pra conhecer templos abertos nos arredores, quando um casal de turistas veio por trás e nos disse que era um scam, o palácio estava aberto sim e só queriam tirar dinheiro da gente!!!!

Depois, lendo sobre o assunto, vi que esse papinho é o golpe mais comum da capital!!

Fique ligado!!!

The Grand Palace:


A beira do Rio esta localizado outro dos monumentos mais famosos do país, contendo edifícios espetaculares e locais sagrados. (Se você tiver somente um dia em Bangkok é aqui que deve vir).

O palácio foi residência oficial de reis e sua corte ate inicio do século 20, além de centro do governo.

Apesar de hoje em dia ser usado somente para cerimônias oficias e banquetes reais, infelizmente o pedaço da residência não é aberto ao publico e a visita aos tronos fica fechada nos fins de semana.

Na entrada estão os prédios onde funcionavam departamentos do governo, administração civil, militar e do tesouro. (Acredite se quiser, o lindo prédio abaixo é "somente" uma biblioteca.)


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Réplica de Angkor Wat (o mais importante templo do Cambodia), provavelmente presente para demonstrar domínio do reino sob Cambodia numa época em que a França tentava dominá-la.

O Wat Phra Kaew (templo do Buda de Esmeralda) é o local mais sagrado e luxuoso a que temos acesso.

Ao ver o esquema de segurança imagina-se um enorme Buda verde. Na verdade ele é pequenino (66 cm), mas é grandioso o fato de que foi lapidado em uma única pedra de Jade (sim, esmeralda é como chamam a cor verde, não necessariamente a pedra preciosa.)

A imagem, altamente reverenciada e venerada é considerada o protetor do país e só pode ser tocada pelo rei (ou príncipe, na sua ausência).

Fotos não são permitidas no interior do templo.